3 de Novembro de 2009

XXIII Jornadas Culturais de Vila das Aves


Foram dois dias dedicados ao debate da “Cultura e da Contemporaneidade”, o tema das XXIII Jornadas Culturais de Vila das Aves, organizadas pela Câmara Municipal de Santo Tirso e que decorreram no passado fim-de-semana. Segundo a coordenadora desta iniciativa, Manuela de Melo, “cultura e contemporaneidade são palavras que fazem parte de nós”. Na cerimónia de abertura, sexta-feira (dia 30), Manuela de Melo coordenou uma conferência sobre o tema central das jornadas e onde defendeu que “se há uma palavra que pode definir tudo o que estamos a viver é a globalização”. Castro Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, sublinhou que a autarquia “está sempre disponível a delegar competências e apoiar a dinâmica que a comunidade souber e desejar criar, na área da cultura; desde que estas instituições assumam as responsabilidades desta dinâmica, partilhando os encargos do serviço público e a ambição na sua concretização”.

Para além do autarca e da coordenadora das jornadas, estiveram na mesa da presidência da cerimónia de abertura (foto) a Vereadora da Cultura, Júlia Godinho, o Director do Centro Cultural de Vila das Aves, Nuno Olaio, o Presidente da Junta de Freguesia de Vila das Aves, Carlos Alberto Carvalho Fernandes, e o Padre Fernando Abreu, mentor desta iniciativa e organizador das 20 primeiras edições das Jornadas Culturais. “Cultura, Democracia e Desenvolvimento”, “Políticas Culturais Autárquicas” e “Inovação e Criatividade – Desafios do Presente” foram os temas dos três painéis que permitiram explorar questões como a criatividade no ensino, nas autarquias e na indústria e a definição de programas culturais. No final de cada painel, foram apresentados exemplos tirsenses que resultam da aplicação e junção dos conceitos em destaque nas jornadas – ARTAVE, Museu Internacional de Escultura Contemporânea e iMOD – Inovação, moda e design.

Na sua apresentação, Manuela de Melo explicou que “através dos media, da televisão, da internet, todas as visões do mundo estão em nossa casa. Até em casa somos invadidos pelo mundo dos outros. Isto decorre da globalização. Mas isto não é bom nem mau. Existe e é ambivalente. É preciso é que haja um certo equilíbrio.” A coordenadora salientou ainda que “os problemas para a nossa cultura não são as outras culturas mas os subprodutos culturais que são massificados”. “Fala-se muito que a indústria só terá futuro se inovarmos, estamos a falar de inovação e cultura. Para sobrevivermos, temos que estar nesse mundo e saber viver nele.” Salientando que “em Santo Tirso há vários exemplos desta actividade artística”, Manuela de Melo defende que o “acesso à cultura é cada vez mais um imperativo democrático.” “Só conhecendo temos oportunidade de optar; para optar, é preciso conhecer diferentes opções”, esclareceu.

“O acesso à cultura é um importante factor de aperfeiçoamento de democracia e, por isso, várias autarquias despertaram para essa realidade”, defendeu a coordenadora destas XXIII jornadas sublinhando que, em Portugal, “finalmente os municípios perceberam que é tão importante ter um cine-teatro como um acesso ou uma fonte”. “Tenho conhecimento”, adiantou, que “em Santo Tirso isso já acontece”. Manuela de Melo, licenciada em Biologia e com um percurso que passa pela vereação na Câmara do Porto, pelo jornalismo na RTP e pela função de deputada, conclui a sua conferência destacando “o risco de perdermos a nossa cultura para a globalização”. Em resposta, defende que todos “devem aprender mais para que se possam desenvolver e valorizar os nossos valores”.

No sábado, dia 31, o segundo dia das Jornadas Culturais arrancaram pelas 14h15 com as intervenções de Elvira Leite (Consultora da Fundação de Serralves), Helena Miguel (directora da Escola Secundária D. Afonso Henriques) e José Alexandre Reis (Director ARTAVE) que apresentou o projecto e o seu crescimento e destaque ao nível local e nacional. Helena Coutinho (directora da Direcção Regional de Cultura do Norte) moderou este painel subordinado à “Cultura, Democracia e Desenvolvimento”. A importância da criatividade na escola e no ensino assim como o destaque que o poder local atribui à cultura foram as conclusões chave destas participações. “Queremos jovens mais críticos. É preciso que sejam dotados de meios que lhes permita escolher”, defendeu Helena Coutinho. Elvira Leite deixou um conselho: “ser-se aprendiz para toda a vida”. “Todos podemos aprender mais”, sublinhou a Consultora da Fundação de Serralves, defendendo que “é urgente partilhar; criar espaços; democratizar-se a escola, a cultura”.

O segundo painel, dedicado às «Políticas Culturais Autárquicas», moderado por Júlia Godinho (Vereadora da Cultura, Município de Santo Tirso), contou a presença de José Ferreira Nobre (Director do Departamento de Acção Social e Cultura do Município de Guimarães), Carlos Martins e Paula Aleixo (consultores na área da cultura) e Álvaro Moreira (Director do Departamento da Cultura, Município de Santo Tirso) que apresentou o Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso. Carlos Martins, consultor e responsável pelo projecto “Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012” destacou a “importância política da cultura”, defendendo que ela deve “ser interligada com outras áreas como a educação, turismo, urbanismo…devido à sua transversalidade”. Paula Aleixo encontrou na “dinâmica” a palavra-chave para o desenvolvimento uma vez que “não basta dotar de infra-estruturas” mas “temos que apelar a uma urgência de aceitação do conceito de rede (de infra-estruturas e de programas)”, esclareceu. “Sem insistência e sem preocupação em cativar novos públicos é muito difícil atingir resultados”, rematou José Ferreira Nobre.

As XXIII Jornadas Culturais terminaram com um painel, moderado por Victor Baltazar Dias (IPJ – Centro Regional do Porto), dedicado à “Inovação e Criatividade: Desafios do Presente”. Pedro Costa (ISCTE), Jorge Cerveira Pinto (Agência INOVA) e Leonel Moura (Embaixador Português do Ano Europeu da Inovação e Criatividade) e Elisa Babo (Quartenaire Portugal) debateram a importância e integração do conceito “criatividade” e, essencialmente, a sua transversalidade e, consequentemente, aplicação em áreas tão distintas como a indústria, a cultura, o ensino, etc. “A questão fundamental das cidades criativas é a criatividade”, rematou Leonel Moura. O objectivo destas 23 ªs Jornadas Culturais de Vila das Aves – que culminaram com um recital apresentado pela ARTAVE – foi tentar perceber a relação existente entre os dois conceitos – cultura e contemporaneidade – quando se comemora o Ano Europeu da Inovação e Criatividade.

Texto e imagem do site da Câmara Municipal de Santo Tirso

2 de Novembro de 2009

Trampolins de Santo Tirso na Rússia!


Arranca no próximo dia 11, em S. Petersburgo, na Rússia, a edição deste ano do Campeonato Mundial de Ginástica de Trampolim, que ao longo de quatro dias reunirá no mesmo local os melhores atletas do mundo daquela modalidade, e Santo Tirso não poderia deixar de estar presente. Em representação do nosso concelho, participarão naquele evento Ricardo Santos e Catarina Pacheco, dois atletas do Trampolins de Santo Tirso – Clube de Desporto e Aventura (acompanhados pelo seu técnico, André Brito). De acordo com o site do clube, o Ricardo ingressou no escalão de Elite Nacional e tem quase garantida a presença no Ciclo Olímpico de Londres 2012, enquanto a Catarina, que com a sua brilhante prestação nos últimos campeonatos europeus conquistou o 2º lugar no pódio por equipas e se sagrou Campeã Nacional de Júniores A, estará igualmente empenhada em elevar o nome de Santo Tirso na cena internacional. Por sentir um enorme orgulho nestes atletas, mas também por entender que é imperativo ajudá-los a conseguir desenvolver cada vez mais e melhor o seu trabalho, os Trampolins apelam à colaboração de todos os Tirsenses, “para que este projecto cresça e seja cada vez mais uma parte integrante da comunidade tirsense”.
  
Pela nossa parte, boa sorte para o Ricardo e para a Catarina!
Viva Santo Tirso!

1 de Novembro de 2009

Semana do Emprego e da Formação

Tem início amanhã, e prolonga-se até ao próximo dia 6, a Semana do Emprego e da Formação de Santo Tirso. Trata-se de uma iniciativa conjunta da Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso e da Associação Metropolitana de Serviços, que tem como destinatários toda a população do concelho, com especial enfoque nos desempregados, nos beneficiários do Rendimento Social de Inserção e nos dirigentes e quadros técnicos das entidades públicas e privadas com funções nas áreas da Educação, da Formação e do Emprego.

Na organização do evento estão cinco entidades tirsenses: Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso, Associação Metropolitana de Serviços, Associação de Moradores do Complexo Habitacional de Ringe, Delegação de Santo Tirso da Cruz Vermelha Portuguesa e Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso. Com acções a decorrer no Centro Comunitário de Geão, em Santo Tirso, e na sede da Junta de Freguesia de Vila das Aves, a Semana do Emprego e da Formação do nosso concelho visa três objectivos fundamentais:

1) Divulgar a oferta de emprego e de formação profissional disponível no concelho;

2) Sensibilizar, informar e divulgar junto da população em geral, e nomeadamente das pessoas em situação de desfavorecimento no seu processo de integração no mercado de trabalho, as alternativas face ao desemprego;

3) Evidenciar a importância da qualificação escolar e profissional no processo de inserção efectiva no mercado de trabalho.



Tomada de posse dos órgãos autárquicos


Volvidos exactamente 20 dias sobre as eleições autárquicas que conduziram à renovação da maioria absoluta do Partido Socialista no poder autárquico em Santo Tirso, arrancou um novo mandato. Numa cerimónia realizada ontem de manhã no Salão Nobre dos Paços do Concelho tomaram posse o presidente reeleito, Castro Fernandes, os vereadores eleitos para a Câmara – quatro inscritos pelo Partido Socialista (Ana Maria Ferreira, Luís Freitas, Júlia Godinho e José Pedro Machado) e quatro pelo Partido Social-Democrata (João Abreu, Alírio Canceles, Mário Roriz e Mafalda Brás) –, e os 51 deputados que passam a compor o elenco da Assembleia Municipal – os presidentes eleitos para as juntas de freguesia do concelho, que por inerência de funções têm lugar naquele órgão do poder local, a que se somam ainda 14 outros nomes do PS, 11 do PSD, um da CDU e um do CDS. Para os lugares de topo da Assembleia Municipal, tomaram ontem posse António Guedes (o novo presidente), Alberta Pedroso (1º secretário) e Armindo Vieira (2º secretário), todos eleitos na lista do PS.

No seu discurso de tomada de posse, que frisou ser o último, o presidente reeleito da Câmara Municipal agradeceu à população do concelho a nova e inequívoca vitória no acto eleitoral do passado dia 11, congratulando-se pelo voto de confiança expresso na sua pessoa e em toda a equipa que o acompanhará neste novo mandato. Peremptório na afirmação de que encarará os próximos quatro anos “com o mesmo entusiasmo” com que encarou os anteriores, Castro Fernandes deu ainda conta da sua esperança de “que este seja, de facto, o mais frutuoso de todos”. No seu agradecimento à população tirsense, o autarca recordou que “os munícipes são a principal razão de aqui estarmos hoje, em resultado das últimas eleições para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. Mais uma vez, como sempre tem acontecido depois do 25 de Abril, venceu a democracia, independentemente das leituras que alguns sempre tentam fazer dos resultados obtidos. O nosso projecto foi claro, público, foi sufragado, e deu os resultados que se conhece”, testemunhou.

Na opinião do presidente, “os eleitores têm sempre razão, mesmo quando se discorda” das suas opções. Por isso, acrescentou, “não é democrático lamentar, pública e sucessivamente, os resultados eleitorais, quando eles não nos são favoráveis, nem é legítimo que se procure dividir a população do concelho, dando a uns o estatuto de falsa massa crítica e a outros um pretenso estatuto menor. Não deve alimentar-se o divisionismo interno, com os resultados nefastos que se conhece do passado. O concelho de Santo Tirso será uno e indivisível, e a política de coesão municipal pratica-se no dia-a-dia, em defesa de toda a população com actos claros e práticos”, explicou. Saudando “os que chegam e os que partem”, foi de forma emocionada que o autarca elogiou a “honra, a responsabilidade e a dignidade” do presidente cessante da Assembleia Municipal, Luciano Gomes, que disse ser “um verdadeiro exemplo democrático para todos os que se lhe seguirão em tão importante cargo”.

Recordando depois a muita obra feita nos últimos anos no nosso concelho, Castro Fernandes foi apelando à união de todos em prol da aposta na continuidade desse trabalho. Considerou que há motivos para optimismo face ao futuro, apesar de a governação autárquica ser hoje, e cada vez mais, uma missão complexa, que “implica a realização de parcerias, contratos com parceiros públicos e privados, no sentido de levar a bom termo programas multi-sectoriais e integrados”. A governança – vincou – é isso mesmo: “Juntar entidades e pessoas em torno de um objectivo comum e distribuir responsabilidades e benefícios decorrentes da execução desse objectivo”. Porque o mandato findo ficou marcado por uma crise internacional, que se mantém e que ultrapassa em muito a geografia do concelho, ainda que aqui tenha tido enormes repercussões, Castro Fernandes garantiu que a Câmara Municipal de Santo Tirso vai continuar a apostar no apoio às famílias, nas suas múltiplas formas. “Temos quatro anos para realizar os objectivos a que nos propusemos e que foram referendados pela população. As condicionantes e as dinâmicas locais e regionais impõe-nos que sejamos pragmáticos na resolução dos problemas, e que nos adaptemos em cada momento às circunstâncias para a sua resolução. Estamos cá, somos muitos com os mesmos objectivos, gostamos de trabalhar em parceria, somos voluntariosos, persistentes e sensatos. Continuaremos a lutar pelo futuro de todos os habitantes do concelho”, garantiu o presidente.

Rigor e qualidade no CNO de Santo Tirso

O Centro de Novas Oportunidades da Câmara Municipal de Santo Tirso foi convidado pela Agência Nacional para a Qualificação a ministrar uma formação intitulada Centros Novas Oportunidades – Missão, Papéis e Funções. Acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua do Ministério da Educação, a formação decorreu no passado dia 24 de Outubro, em Lisboa, e destinou-se a mais de 120 formadores, que posteriormente poderão replicar a acção por todo o país, junto das novas equipas de Centros Novas Oportunidades. O CNO da Câmara Municipal de Santo Tirso fez-se representar pela coordenadora do Centro, Sandra Rios, e pelas formadoras Joana Ribeiro e Carla Machado, que para além de terem partilhado com os formandos a sua experiência na certificação de candidatos de nível básico também enriqueceram os seus conhecimentos e competências com as restantes equipas.
O convite ao CNO da Câmara Municipal de Santo Tirso surge na sequência de uma visita de acompanhamento realizada pela ANQ, em Julho passado, no final da qual a ANQ considerou “notório o esforço e empenho dos elementos que integram a equipa técnico-pedagógico do CNO na promoção de um serviço de rigor e qualidade”. Na altura, a ANQ referiu ainda que “a inovação, o empenho, a qualidade e a organização deste Centro são reveladoras de um trabalho consciencioso e adequado aos padrões de qualidade definidos pela ANQ”. Refira-se, por último, que a nível nacional, para além do Centro Novas Oportunidades da Câmara Municipal de Santo Tirso, foram também convidados os CNO da Escola Secundária de Maximinos, em Braga, do CICCOPN, na Maia, e da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.

Santo Tirso Digital

29 de Outubro de 2009

Workshop gratuito de Psicologia

«Delírios e frustrações de um stalker» poderia ser o título deste pequenino workshop de Psicologia que o + Santo Tirso aqui divulga hoje, de forma totalmente gratuita, aos seus mais queridos e pacientes leitores e amigos, e infelizmente também a algumas melgas que insistem em passar por cá (uma delas está ininterruptamente neste blog há várias horas). Porque umas liçõezinhas de Psicologia não fazem mal a ninguém, hoje falo-vos de um tema muito em voga nos Estados Unidos, e que – estimo – a muito breve trecho começará a ser também uma espécie de coqueluche deste jardinzinho à beira-mar plantado. Falo-vos daquilo a que os psicólogos e psiquiatras convencionaram chamar “perseguidores” ou, como dizem os americanos, “stalkers”.

O perseguidor é um indivíduo que, sem motivo aparente ou justificado, persegue uma pessoa determinada, que por qualquer razão chamou a sua atenção, estudando os seus hábitos, as suas preferências, os padrões e horários (até dos comentários feitos em blogs), como quem prepara um ataque implacável e criminoso. Segundo consegui apurar junto de algumas fontes sapientes nesta matéria, os perseguidores agem normalmente de forma lenta, atormentando a mesma “presa” ao longo de meses ou mesmo de anos. Normalmente começam de forma relativamente discreta, mas à medida que a obsessão pela vítima vai aumentando, sentem prazer em fazer com que ela saiba da sua fixação, porque é assim que se sentem poderosos e assustadores. Coitados! São doentes…

A partir de um determinado momento, a perseguição deixa de ser suficiente, e os “stalkers” partem para uma nova etapa da sua obsessão: começam as interpelações constantes às suas vítimas, as ameaças sobem de tom, dá-se uma escalada de ofensas até ao limite do quase insuportável, a que se somam depois os abusos morais e emocionais, o abandono de todas as regras do bom senso e do respeito, e finalmente as injúrias físicas. Nos Estados Unidos já existem leis específicas para estes casos, e são bem severas, mas em Portugal não consegui apurar se acontece o mesmo. Este é, na verdade, um tema fascinante, tanto mais que, como certamente já perceberam, não estou a falar nisto apenas por acaso.

Analisando os dados que aqui partilhei convosco, digam lá se não vos ocorre de quem falo! Tal e qual, não é? :)

28 de Outubro de 2009

Caminha Outonal combateu sedentarismo

Numa iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Santo Tirso (Divisão do Desporto) decorreu, no passado dia 24 de Outubro, a já tradicional Caminhada Outonal através do Percurso PR 3 ST – Rio Leça, na área geográfica da Freguesia de Monte Córdova. A caminhada – que se iniciou junto ao Mosteiro de Nª Sª da Assunção, pelas 9h45, e se prolongou, durante quatro horas, até ao bonito Lugar de Pereiras - contou com a participação de 60 pessoas de várias idades que, devidamente equipadas, puderam desfrutar das belezas naturais e da paisagem agrícola e florestal do percurso.
Segundo as observações dos participantes, a actividade foi executada com alguma facilidade e decorreu em perfeita sintonia com o ambiente natural, permitindo aos participantes apreciar a paisagem envolvente. Assim, os objectivos de dinamizar as pessoas para a prática de actividade física e para o conhecimento do património natural do Concelho de Santo Tirso através da realização de percursos pedonais, foram totalmente atingidos. A Câmara Municipal de Santo Tirso faz saber que o próximo percurso – Caminhada de Ano Novo - está já agendado para o dia 16 de Janeiro de 2010 pelo Percurso PR 6 ST – Vale do Leça (entre o Campo de Futebol de Guimarei e Igreja de Guimarei, passando por Quinta da Peneda, Quinta do Pisão, Sobradelo e Lamelas).

Fonte: Site da Câmara Municipal de Santo Tirso

Toda a verdade, os mentirosos e os coxos...

Acabo de ler num blog da vizinhança um comentário, assinado por um A. Barbosa, que diz que hoje viu sonegados três comentários neste blog. Dado que é mentira o que afirma - hoje apenas soneguei dois, e nenhum era dele - gostava de vos deixar aqui as provas do que afirmo. Com uma nota adicional: é curioso que este comentário do A. Barbosa apareça justamente no blog que mais comentários tem sonegado ao longo da história recente da blogosfera tirsense, chegando mesmo ao cúmulo de eliminar comentários já aprovados, deixando apenas os que são da sua cor. Vamos, portanto, aos factos:
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1) O comentário do A. Barbosa, queixoso de ter sido ignorado num blog onde nunca escreveu:
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2) Os dois comentários que soneguei hoje, mas cujas mensagens de notificação ainda tinha, por mero acaso, na minha caixa de e-mail:

Fico então (ficamos todos) a saber quem os fez. Um senhor chamado A. Barbosa que não sabe contar até três. Por essas e por outras, a partir de hoje estão barrados neste blog os comentários anónimos. Lamento, e peço desculpas a quem, com esta medida, vê diminuído o seu direito de manifestar uma opinião. Obrigada a todos pela compreensão, e ao A. Barbosa por ter ajudado a esclarecer quem mente neste caso. Até já!

«A Viagem do Pintor», por Júlio Resende

Até meados de Dezembro de 2009, o Museu Municipal Abade Pedrosa, em Santo Tirso, exibe «A Viagem do Pintor», uma exposição cedida pelo Lugar do Desenho/Fundação Júlio Resende que reúne algumas técnicas artísticas do autor. Esta exposição contempla trabalhos de Júlio Resende desde 1943, quando pela primeira vez realizou uma exposição individual no Salão Silva, no Porto. Nesta exposição estão bem patentes as preocupações humanistas do artista que, assim, o aproximam do movimento neo-realista. Numa fase posterior, recorreu ao pastel e a uma técnica mista, passando a sua obra a ser caracterizada por um constante conflito entre tendências figurativas e abstractas, numa pesquisa em que a vontade de libertar o gesto coexiste com a de controlar a composição.
Júlio Resende é um pintor português. Nasceu em 1917, licenciou-se em Pintura, em 1945, na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Fez a sua primeira aparição pública, em 1944, na I Exposição dos Independentes. Foi "acusado" por artistas portugueses de ser expressionista. Assimilou algum cubismo e vai construir na sua fase alentejana, e mais tarde no Porto, uma pintura caracterizada pela plasticidade e dinâmica, de malhas triangulares ou quadrangulares, aproximando-se de forma progressiva da não figuração. Do geometrismo ao não figurativismo, do gestualismo ao neofigurativo, a sua arte desenvolve-se numa encruzilhada de pesquisas, cuja dominante será sempre expressionista e lírica. Pintor de transição entre o figurativo e o abstracto, Resende distingue-se também como professor. A obra pictórica do Mestre Júlio Resende revela que ele compreendeu a pintura europeia, porque a observou, experimentou e soube transmitir aos pintores e aos alunos que ele formou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, na medida em que para o pintor: "Desenhar é ver e estar: É expor-se na nudez mais completa: Só e sem amparo".

Texto e imagem: O Notícias da Trofa

27 de Outubro de 2009

Para exercitar o intelecto...

TESTE DE INTELIGÊNCIA - Travessia do rio
Faça o teste aqui!

A (in)justiça que deve envergonhar-nos!

Correio da Manhã

Quando um juiz considera que "não é um crime grave" um homem ter a desfaçatez - para não dizer pior - de abusar sexualmente da sobrinha, de apenas quatro anos de idade, no banco de trás de um carro em que é conduzido pelo pai da menina, estamos perante a falência total do sistema de justiça.

Se um tio que apalpa uma sobrinha menor é um monstro, não é monstro menor um juiz que entende que esse crime não é grave nem carece de medidas de coacção mais fortes do que o Termo de Identidade e Residência. O que pergunto é: se fosse a sobrinha deste juiz, actuaria ele da mesma forma? E se o pai desta menina esperasse pelo juiz à porta do tribunal e o enchesse de porrada? Não era merecido?

São pessoas destas que fazem com que a justiça seja o que é em Portugal: uma vergonha!

26 de Outubro de 2009

Siza desenha primeiro quartel de bombeiros

Garantido o financiamento, os Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, que há anos vivem apertados na velha sede da associação, vão, finalmente, ter casa nova em 2010. E será o primeiro quartel a que Siza Vieira dá forma. Se o projecto consta, por isso, dos desafios do arquitecto? O próprio desmistifica a questão, em telegráfica resposta ao JN, via e-mail: "A atenção a prestar é idêntica à de qualquer tipo de edifício: programa e contexto. Como em qualquer projecto, existe um programa claro e regulamentação específica a cumprir", escreveu. Com mais do triplo da área actual, a nova casa dos "Vermelhos", como é conhecida a corporação de Santo Tirso, será erguida num terreno de 3800 metros quadrados, pertencente à Quinta de Geão e cedido pela Autarquia (além de um subsídio de 200 mil euros).
Ficará na Rua do Arco, junto à Biblioteca Municipal e perto da EN 104, o que facilitará a mobilidade. Vai custar 1,1 milhões de euros, dos quais 70% estão assegurados por fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e será "um quartel e mais qualquer coisa", sorri Joaquim Souto, comandante dos bombeiros, admitindo que a assinatura de Siza é "uma mais-valia". O comandante dobra e desdobra a planta: "Aqui, vai ficar a sala de reuniões, ali o gabinete de comando, da direcção, a sala de formação, uma das camaratas…", desfia. O papel deixa-lhe nos olhos o rasto de um brilho tímido. "Em termos operacionais, está concebido de acordo com as necessidades actuais", orgulha-se. Que passam, entre outras, por mais camaratas e um espaço para a formação dos soldados da paz que é feita como se pode. "O que podemos fazer ao ar livre, aí vamos nós. Ou, então, é cá dentro".
Joaquim Souto convida a uma visita pelos 400 metros quadrados da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, erguidos em 1934, por altura do 56º aniversário da instituição. Há o desafogado salão nobre, pintado de branco e rosa e que, com ténues reminiscências de Arte Déco (movimento artístico surgido em meados dos anos 1920), serviu, em tempos, para teatros, bailes e festas da sociedade tirsense. E a cantina, as pequenas salas de comunicações e o rés-do-chão, "que nem para metade das viaturas dá", informa Joaquim Souto, apontando para os cerca de 13 bólides milimetricamente arrumados e, depois, para a Praça Conde de S. Bento, onde outros tantos têm de ficar aparcados.
Um constrangimento que os 1400 metros quadrados do futuro edifício se encarregarão de resolver. As novas instalações, que deverão ficar prontas no final de 2010, trarão, ainda, duas novidades aos Voluntários de Santo Tirso: uma oficina - "para nós é bom, porque passamos a poupar muito dinheiro nos arranjos", aponta Joaquim Souto - e uma camarata feminina. O comandante regressa à velha sede: "Aqui, não há. Temos bombeiras que gostariam de fazer serviço nocturno, mas não existem condições". E, de qualquer forma, o dormitório é, como tudo o resto, insuficiente. "Este ano, na altura do Verão, tínhamos 18 pessoas, no mínimo, a dormir por noite. O que é que a gente faz? Improvisa: pusemos uns beliches no espaço onde funciona o gabinete médico", conta Joaquim Souto.

Texto: Ana Correia Costa, «Jornal de Notícias»
Foto de AndreST, retirada do site Panoramio

História e memória local

Seminário Temático: Cidadania, Religião e Comunidade
31 de Outubro de 2009 10h00-13h00
Centro Cultural de Vila das Aves Entrada Livre


Numa iniciativa conjunta do Município de Santo Tirso, do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e do Departamento de História da Universidade do Minho, realiza-se no Centro Cultural de Vila das Aves, no dia 31 de Outubro de 2009 a primeira sessão do Seminário Temático «Cidadania, Religião e Comunidade». Esta iniciativa realiza-se no âmbito do projecto de «História e Memória Local» iniciado em Outubro de 2008. O seminário de dia 31 de Outubro (10h00-13h00) terá como tema: «A comunidade da Idade Média: o caso das associações de mester (produtores e trabalhadores; empresa e trabalho)» e será apresentado por Arnaldo Melo, do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

HISTÓRIA E MEMÓRIA LOCAL
Inscrito num horizonte temporal lato, o projecto de «História e Memória Local» pretende constituir-se como espaço de reflexão crítica e cívica a partir da divulgação de problemáticas da historiografia recente, atraindo e mobilizando públicos que na sua diversidade têm em comum o interesse por temas históricos: agentes culturais e autárquicos, professores, estudantes e a comunidade participante. O percurso desenvolve-se segundo duas vertentes articuladas: o Seminário Anual (Outubro de 2009 a Maio de 2010) e o Colóquio da Primavera (Junho de 2010). Com periodicidade bimestral, o Seminário Anual visa corporizar o conhecimento e reflexão históricos, a partir de estudos, preferencialmente de matriz local, que na diversidade dos seus objectos, partem de um espectro reflexivo estruturante – Estado e Religião - de forma a potenciar um diálogo alargado a outros recortes espaciais e temporais. Por sua vez, o Colóquio da Primavera é concebido como estrutura aberta para repensar o(s) lugares(es) da História na contemporaneidade através de outros territórios disciplinares que a projectem e que a enriqueçam em termos de horizontes de problematização e de estudo. «Olhares cruzados sobre o lugar da História na(s) leituras(s) da contemporaneidade: cidadania e comunidade», é o tema do colóquio a realizar em Junho.

Seminário de 31 de Outubro
A primeira sessão do seminário temático tem por tema «A comunidade na Idade Média: o caso das associações de mester (produtores e trabalhadores; empresa e trabalho)» e será apresentado pelo professor e investigador Arnaldo Melo. Com esta iniciativa «pretende-se dar a conhecer as formas de associação de mesteirais, ou de produtores e trabalhadores, antes das corporações de ofício do Período Moderno». Segundo Arnaldo Melo, tratando-se de «comunidades informais, sem estatutos reconhecidos, mas nem por isso menos efectivas e actuantes», a existência das associações de mester «têm sido quase ignoradas até ao presente momento, devido a essa mesma informalidade».

Próximo seminário: 21 Novembro 2009
«Juristas, fontes de Direito: uma genealogia de novas dimensões e concepções de poder nos séculos XII e XIII» por Tiago Fontes (Centro de Estudos de História Religiosa, UCP).

Para mais informações:
Centro Cultural de Vila das Aves
Rua de Santo Honorato, 2204795 – 114 Vila das Aves
Telefone: 252 870 020 E-mail: ccva@cm-stirso.pt
Horário de Funcionamento
Segunda a Sexta-feira das 9h. às 13 horas e das 14h. às 17 horas



Texto e foto do site da Câmara Municipal de Santo Tirso

25 de Outubro de 2009

Festa de Halloween em Santa Cristina

O Grupo Folclórico Infantil e Juvenil da Ermida, em colaboração com o Santa Cristina Jovens, promove, no dia 31 deste mês, a partir das 21h30, a sua Festa de Halloween. A festa, que tem o apoio da Junta de Freguesia de Santa Cristina do Couto, acontece na sede do GFIJE, e conta com momentos de grande animação, como o julgamento da bruxa, o desfile de máscaras e as actuações musicais das bandas Melting Pot e Made in Mud. Os bilhetes já estão à venda no Bitocles, no Café Ermida e no Café Vestegrego, e têm um preço verdadeiramente simbólico: um euro se forem comprados com antecedência de, pelo menos, 24 horas, e dois euros se forem adquiridos no próprio dia. As crianças com menos de 10 anos não pagam entrada.

Vamos viver Santo Tirso!

Volvidas duas semanas sobre as eleições autárquicas que ditaram a recondução do executivo liderado por Castro Fernandes no Município de Santo Tirso, a blogosfera tirsense não é hoje a mesma que era há pouco mais de 15 dias. Nessa altura, os apoiantes do PS e do presidente e recandidato enfrentavam a ira quase desmedida dos seus opositores, de que agora resta uma pequenina e decrépita sombrinha. Se antes das eleições andavam todos ufanos a falar de mudança, o que se conclui nestes primeiros dias é que foram eles os primeiros a mudar (para melhor, reconheçamos!) e a remeter-se ao silêncio ou, no mínimo, ao respeito pela vontade do eleitorado, que fez a sua escolha, livre e democraticamente.

Há, no entanto, quem não saiba sequer respeitar isso. Quem não entenda que a democracia, apesar dos seus defeitos, é o único sistema político que permite a verdadeira auscultação da vontade do povo, e que, como dizia José Afonso, “o povo é quem mais ordena”. Não seria de estranhar, ainda assim, que os mais fervorosos militantes de um partido cuja líder chegou ao ponto de propor uma pausa de seis meses na democracia quisessem, duas semanas após um acto eleitoral, continuar a agir como se esse momento nunca tivesse existido, perseguindo e massacrando (if only they could…) toda a gente que, de uma forma ou de outra, se declarou apologista da vitória de Castro Fernandes. O Partido Socialista venceu as eleições autárquicas em Santo Tirso. Disso não há dúvida! Sem leituras dúbias ou enviesadas, Castro Fernandes é a escolha, consciente, livre e democrática, dos Tirsenses.

João Abreu já reconheceu a derrota, de forma íntegra, respeitadora do povo do seu concelho. Não esperava outra coisa dele, que não obstante o comportamento vergonhoso de alguns dos seus apoiantes durante a campanha, pautou sempre a sua conduta pelas normas do bom senso e da rectidão. Outros há que parecem querer resistir à realidade até ao limite das suas forças e que, na impossibilidade de atacarem directamente o presidente reeleito da Câmara Municipal de Santo Tirso, ou qualquer dos elementos da sua lista, se divertem ainda (eles não são grandes praticantes da inovação…) a disparar argumentações bacocas e absurdas contra este blog e contra a sua autora. Já era tempo de aprenderem a lição, e perceberem, de uma vez, o que qualquer criança de quatro anos já teria percebido: o + Santo Tirso está de pé, para lavar e durar, e ninguém vai calar a sua voz.

Podem falar, estrebuchar, atacar, ameaçar… Façam o que quiserem! Mas tenham a certeza de que este blog não perderá a sua voz, e continuará a noticiar, a defender e a elogiar aquilo que eu bem entender, enquanto eu bem entender. Tenho pena, honestamente, de que neste concelho a Menina Tirsense pareça, para muitos, ser mais importante do que o presidente da Câmara, a oposição, as políticas e medidas postas em prática e até a própria população, as suas verdadeiras necessidades e os seus legítimos anseios, porque não devia ser assim. Não deveria este blog, ou qualquer outro, sobrepor-se à realidade do concelho. Mas parece que há quem ainda resista a entender isso. E por esse motivo, não obstante a ridicularia de toda a situação, o + Santo Tirso estará aqui para responder ao desafio.

Este blog quer debater Santo Tirso. Quer conhecer as pessoas, auscultar os seus problemas, conhecer as suas angústias e os seus momentos de satisfação e alegria, servindo como meio de debate dos problemas e implementação das soluções. Haverá por aí quem tenha também este interesse, e que, independentemente de cores políticas e ódios pessoais mais ou menos acicatados, esteja disposto a contribuir para a melhoria da qualidade de vida no concelho? Há de certeza! Há também quem queira apenas insultar e ameaçar os poucos que tentam fazer alguma coisa pelo progresso de Santo Tirso e pela felicidade da sua gente. Esses insistirão sempre nos comentários menos próprios, nos insultos e na baixeza de carácter. Esses estarão sozinhos, cada vez mais mergulhados no veneno que destilam e no ódio acéfalo que praticam como se isso os fizesse felizes. Para esses, lamentavelmente, não teremos tempo. Estamos a construir Santo Tirso, e não a educar os mesquinhos desocupados da vida.

Vamos viver Santo Tirso!

Está nas nossas mãos fazer deste concelho um concelho de excelência. Que se juntem ao + Santo Tirso os verdadeiros Tirsenses, empenhados e positivos. Os outros não fazem falta, mas se não ajudam, que ao menos não atrapalhem!

24 de Outubro de 2009

Instalação da Câmara e da Assembleia

Já não falta muito para a cerimónia oficial de instalação do novo elenco da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Santo Tirso para os próximos quatro anos. A tomada de posse acontece já no próximo dia 31, sábado, pelas 10h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A presidir a esta cerimónia estará o presidente cessante da AM, Luciano Gomes, que chamará aos seus lugares os nove vereadores eleitos para a Câmara – cinco pelo PS e quatro pelo PSD –, e ainda os 51 elementos que passarão a compor a Assembleia Municipal: os 27 deputados eleitos à luz daquela votação (14 pelo PS, 11 pelo PSD, um pela CDU e um pelo CDS), a que se juntam também, por inerência do cargo, os 24 presidentes eleitos para as juntas de freguesia do concelho: 16 do PS, seis do PSD e dois independentes. Na Câmara Municipal, a face mais visível do poder autárquico em Santo Tirso, continuará a liderar os destinos do concelho o seu actual presidente, Castro Fernandes, ladeado pelos vereadores socialistas que transitam do mandato que agora termina – Ana Maria Ferreira, Luís Freitas, Júlia Godinho e José Pedro Machado – e pelos social-democratas João Abreu, Alírio Canceles, Mafalda Roriz Oliveira e Mário Roriz. Não muda muito, mas foi essa a vontade do povo, e a política é assim mesmo…

23 de Outubro de 2009

“Os Tirsenses apostaram na continuidade”

Após alguns dias para dissecar o resultado negativo saído das urnas nas eleições autárquicas do dia 11 de Outubro, que devolveu a maioria a Castro Fernandes e ao Partido Socialista, o Santo Tirso Digital falou em primeira mão com o candidato vencido, João Abreu, que se disponibilizou fazer a sua análise aos resultados.

Após a noite do dia 11, que ditou a sua segunda derrota consecutiva perante Castro Fernandes e o PS, qual é a análise que faz destas eleições?
A primeira análise é que os Tirsenses tiveram uma opção clara pela continuidade, apesar de o resultado não ser muito desnivelado. Perante dois projectos diferentes, em que o nosso era mais ousado e outro, com 27 anos de poder, as pessoas apostaram nitidamente no outro. Numa lógica mais centralista, a vitória resulta de uma aposta na continuidade, mas devemos também salientar o facto de, nesta eleição, termos subido percentualmente e em número de votos, sendo esta a segunda melhor votação de sempre do PSD. Por as Autárquicas do dia 11 terem sido umas eleições mais concorridas e aguerridas do que o normal, o PS viu-se obrigado a antecipar todas as suas actividades, ao contrário do habitual. Este ano foi tudo diferente, e a oposição arregaçou as mangas e forçou o PS a trabalhar mais. Desejo que estes quatro anos sejam melhores do que os anteriores. As listas de independentes não tiveram grande influência, porque o eleitorado concentrou-se mais, aliás como sempre, no chamado bloco central, nos dois maiores partidos, dividindo a votação entre eles.

A aposta do PSD foi significativa. Não ficou um travo amargo no dia da derrota?
Fica sempre! Principalmente quando há uma expectativa de vitória. Tenho muita pena de que os Tirsenses não possam beneficiar da mudança. Não falo por mim, mas pela equipa, pela sua capacidade e por todo o trabalho desempenhado durante toda a campanha.

Entende que a vitória do PS se deve ao seu real valor e ao trabalho de quatro anos, ou foi demérito da política adoptada pelo PSD?
Todas as interpretações são possíveis, depois dos resultados. Temos claramente de perceber que existe um tipo de eleitorado mais jovem, que aposta objectivamente na mudança, e que votou há quatro anos e agora se solidificou. Pelo contrário, existe um outro tipo de eleitorado mais rural, e portanto menos jovem, que tem apostado na continuidade. Nós já analisámos o resultado friamente e não achamos que tenhamos feito tudo bem, mas também não cometemos muitos erros. Temos consciência de que são 27 anos de poder. Sociologicamente, sabemos que o PS é muito forte em Santo Tirso. Diria que houve uma grande competição, duas “equipas” dispostas a ganhar, mas apenas uma poderia sair vencedora, e foi o PS. Fomos dignos competidores, e esperamos que o nosso trabalho tenha reflexos no futuro.

Teve confiança na vitória até ao último minuto, ou em algum momento sentiu menor estímulo para alcançar o êxito final, que acabou por não acontecer?
Consoante vamos tendo conhecimento dos resultados, vamos tendo a noção do que poderá acontecer. Tivemos resultados menos bons, mas ganhámos em Santo Tirso, aumentámos a vantagem em Vila das Aves e Monte Córdova e voltámos a ganhar em S. Martinho do Campo. Durante a última semana tivemos bons indicadores, e consequentemente estávamos com bastante confiança. Santo Tirso tem cerca de 50 mil eleitores. Retirando a abstenção, a diferença foi de cerca de dois mil votos.

Das suas propostas de mudança, qual gostaria de ver concretizada pelo executivo PS?
Todos os nossos projectos tinham o emprego como pano de fundo. Outra das prioridades era a conclusão do saneamento básico, da rede de água, da rede de gás, e a criação de infra-estruturas de emprego. Seria bom para o concelho ver realizados, senão todos, pelo menos alguns destes objectivos.

Se tivesse sido eleito presidente, qual teria sido a primeira medida?
A minha primeira medida seria ouvir as pessoas directamente envolvidas na gestão da autarquia, porque estou convencido de que existe gente muito competente na Câmara Municipal. Tentaria perceber como estão as finanças da Câmara, a motivação das pessoas que lá trabalham… A minha primeira medida seria lutar por um bom entendimento com os agentes locais.

Agora eleito, pretende assumir o seu lugar de Vereador?
Sim! Já o manifestei de uma forma interna, às pessoas e às equipas que me acompanharam. Durante a campanha pedi a todos que assumissem o seu lugar nestas eleições. Não fazia sentido pedir aos outros algo que não cumprisse. Vou assumir o meu lugar como vereador da oposição, e penso que isso irá acontecer com os outros vereadores. Durante os próximos tempos, assumirei essa posição.

Depois da negativa dos Tirsenses, qual é a mensagem que gostaria de lhes dirigir?
Desejo deixar uma mensagem de agradecimento a todos os que acreditaram em nós, assim como aos que nos manifestaram o seu reconhecimento, perante a oposição activa que fizemos. Peço que analisem os próximos quatro anos, o que for feito, e que façam o mesmo que fizeram os cidadãos de concelhos como a Trofa ou como Espinho, que apostaram e mudaram. Peço que analisem a realidade e que cheguem à conclusão de que a mudança é quase sempre positiva.

Santo Tirso Digital (texto adaptado)

Agrela em movimento...

Para aqueles que duvidam sempre de tudo...

Santo Tirso está na moda!

É já amanhã, a partir das 22 horas, que o Pavilhão Desportivo Municipal de Santo Tirso acolhe o FashionTirso’09, um desfile de moda dinamizado pela CentroTirso (associação criada à luz de uma parceria celebrada entre a Câmara Municipal de Santo Tirso e a Associação Comercial e Industrial para a Promoção de Santo Tirso). Neste evento marcarão presença as manequins Cláudia Jacques e Vanessa Oliveira, que desfilarão com artigos disponíveis para venda nas lojas do comércio tradicional tirsense Ana Sousa, Aruak, Cristina Lingerie, Desafio de Convenções, Ideias Novas, Loja GG, Galerias Gonçalves, Lanidor, Reflexus, Melt Store, Sapataria Kyria, Ribeiro Sapatarias e Gryff Sapataria. A apresentação está a cargo de Afonso Vilela, enquanto o grupo de hip-hop Street Concept assegura o programa de animação.

22 de Outubro de 2009

João Correia, um grande campeão

Hoje aproveitamos para deixar aqui o link para a página de um mais grande campeão Tirsense, o João Correia.

João Paulo Martins Correia tem 26 anos e é natural da Lama. Sofreu um acidente de viação aos 2 anos que o deixou numa cadeira de rodas.

É atleta e já gravou para sempre o seu nome no atletismo nacional. Conquistou 2 medalhas em campeonatos internacionais.

Podem visitar a página dele em: www.joaocorreia.com


Texto e imagem publicados no blog Santo Thyrso

Caminhada Outonal em Santo Tirso

A Câmara Municipal de Santo Tirso leva a efeito, na manhã do próximo sábado, a tradicional Caminhada Outonal, numa iniciativa que tem partida prevista da Praça do Município às nove horas e se prolonga até cerca das 13. Assumindo o objectivo de ajudar a combater o stress e o cansaço que caracterizam a vida nas sociedades modernas, e ao mesmo tempo incentivar a prática de exercício físico, visando estimular a adopção de um estilo de vida mais saudável, a caminhada conta já com mais de uma centena de participantes inscritos. O itinerário escolhido, que coincide com o do Percurso PR3 ST, liga o Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção ao Lugar de Pereiras, passando por Cabanas, Redundo (nascente do Rio Leça) e Hortal. Segue-se o programa completo:

09h00 – Concentração junto à Câmara Municipal
09h30 – Concentração junto à Igreja de N.S. Assunção
09h30 – Início do Percurso
10h30 – Cabanas
11h30 – Nascente do Rio Leça - Redundo
12h30 – Hortal
13h30 – Pereiras – Fim do percurso e regresso a Santo Tirso

Boa caminhada para todos!

23ªs Jornadas Culturais de Vila das Aves

A Câmara Municipal de Santo Tirso promove nos próximos dias 30 e 31 de Outubro as 23as Jornadas Culturais de Vila das Aves. A edição deste ano, coordenada por Manuela de Melo, é dedicada ao tema «Cultura e Contemporaneidade» e contará com a presença de investigadores, programadores culturais entre outros responsáveis ligados à cultura. Estes encontros de cultura constituem a oportunidade de questionar a relação existente entre os conceitos de ‘cultura’ e ‘contemporaneidade’ quando se comemora o Ano Europeu da Inovação e Criatividade. Através destas jornadas pretende-se ainda conhecer, a diferentes escalas, o papel desempenhado pelos municípios na Cultura.

Mas muitas outras interrogações estarão ‘em cima da mesa’, nomeadamente sobre o papel social da Cultura, do espaço público para a Cultura, assim como, se existe uma economia da Cultura. A intersecção do tema geral com diferentes escalas de análise permitir-nos-á proceder a uma reflexão alargada sobre a importância e papel que a Cultura desempenha, e deverá desempenhar, em cada comunidade. A cerimónia de abertura das 23as Jornadas Culturais, a realizar no Centro Cultural de Vila das Aves, está marcada para as 21h30 do dia 30 de Outubro de 2009 debatendo-se, meia hora mais tarde, o tema destas jornadas «Cultura e Contemporaneidade».

Os trabalhos retomam na tarde do dia 31 de Outubro (sábado), com a realização de três painéis de debate. O primeiro, com início às 14 horas, terá como tema «Cultura, Democracia e Desenvolvimento». Com moderação de Helena Coutinho (directora da Direcção Regional de Cultura do Norte) este painel contará com as intervenções de Elvira Leite (Consultora da Fundação de Serralves) e Helena Miguel (directora da Escola Secundária D. Afonso Henriques). O segundo painel será dedicado às «Políticas Culturais Autárquicas» e será moderado por Júlia Godinho (Vereadora da Cultura, Município de Santo Tirso). Francisca Abreu (Vereadora da Cultura, Município de Guimarães), Carlos Martins e Paula Aleixo (consultores na área da cultura) são os oradores desta sessão.

O terceiro e último painel terá como tema «Inovação e Criatividade – Desafios do Presente». A moderar por Victor Baltazar Dias (IPJ – Centro Regional do Porto), neste painel participam Pedro Costa (ISCTE); Jorge Cerveira Pinto (Agência INOVA) e Leonel Moura (Embaixador Português do Ano Europeu da Inovação e Criatividade). No final de cada um dos painéis, destaque para a apresentação de diferentes projectos culturais, nomeadamente a ARTAVE, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso e do projecto iMOD – Inovação, moda e design. No seguimento do programa das Jornadas Culturais, realiza-se às 19h00 um recital pela ARTAVE e, meia hora depois, a cerimónia de encerramento destas jornadas.

Texto e imagem do site da Câmara Municipal de Santo Tirso

19 de Outubro de 2009

A fama deste blog já chega longe!

Seria mais provável que acontecesse ao contrário, mas foi mesmo assim: depois de ter escrito aqui um post anunciando a visita do Bispo do Porto a Vila das Aves, no próximo dia 20 de Novembro, eis que hoje encontro a notícia no site da Agência Ecclesia, escrito de forma quase textual como eu o escrevi. Não fiquei zangada, claro que não! Fiquei contente, porque até na Agência Ecclesia parece haver quem leia e aprecie o + Santo Tirso!

É uma boa nova! Ehehe!

Caricaturas de Santiagu em exposição

No átrio da Câmara Municipal de Santo Tirso foi inaugurada na sexta-feira, dia 16 de Outubro, às 21h30, uma Exposição de Cartoons e Caricaturas denominada “O Humor de Santiagu”. Importa referir que Santiagu é o pseudónimo artístico de António Santos (à direita na foto), professor de Educação Visual na Escola E.B. 2/3 de Toutosa, Marco de Canaveses. A exposição – que estará patente ao público em Santo Tirso até ao dia 1 de Novembro - é constituída por cerca de meia centena de trabalhos que abordam temas relacionados com a Religião, Artes e Espectáculos, Política Nacional e Internacional, Jogos Olímpicos, Água, Liberdade, etc. Nos últimos anos, a projecção deste cartoonista e caricaturista expandiu-se além fronteiras, tendo António Santos (Santiagu) alcançado importantes prémios em festivais nacionais e internacionais:

- 1º Prémio de Caricatura do XV Salão Livre de Humor Nacional (Oeiras – 2002);

- 1º Prémio de Caricatura no XX Salão Nacional de Humor Imprensa - (Oeiras (2006);

- 1º Prémio no XI Salão Luso-Galaico de Caricatura (Vila Real – 2007);

- Grand Prize FCW 2006 Cartoonet, Festival Shangai (China - 2006);

- Duas Menções Honrosas no Portocartoon;

- 3º prémio no 4º Salão de Humor de Paraguaçu – (Brasil - 2008)


Texto e imagem do site da Câmara Municipal de Santo Tirso

18 de Outubro de 2009

Bispo do Porto em Vila das Aves

O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, desloca-se ao Concelho de Santo Tirso no próximo dia 20 de Novembro, para participar numa conferência sobre os reflexos das Invasões Francesas no Catolicismo Português. O representante máximo da Igreja Católica na Diocese do Porto dissertará sobre este tema, no contexto de uma interessante iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Santo Tirso, que tem o patrocínio científico do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, e que decorre no âmbito do programa gizado para um colóquio subordinado ao tema «As Invasões Francesas e a Sociedade Portuguesa: Resistências e Rupturas». Este colóquio terá então lugar, entre as 14h30 e as 18h00 do dia 20 de Novembro, no Centro Cultural de Vila das Aves, integrando as celebrações do bicentenário das invasões francesas.

PROGRAMA

14h30
Cerimónia de Abertura

15h00
As invasões francesas e o despontar do liberalismo
Oliveira Ramos (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

15h30
As repercussões das Invasões Francesas no catolicismo português
D. Manuel Clemente (UCP)

16h00
Debate e pausa

16h30
A resistência patriótica do clero das regiões do Porto e Douro às invasões francesas
João Marques (Faculdade de Letras da Universidade do Porto, UCP)

17h00
Programas restauradores e projectos revolucionários ao tempo das Invasões Francesas
José Viriato Capela (Universidade do Minho)

17h30
Debate

18h00
Cerimónia de encerramento
Música do tempo das invasões francesas
Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé»